<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1431929805512269233</id><updated>2012-03-17T13:44:07.500-07:00</updated><title type='text'>Espirito da Colmeia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Patricia Rebello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14679338017290305305</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-SoABj7BFzhI/TvuhoJKNnzI/AAAAAAAAAHE/Ls-uGSqMBs4/s220/catarina%2Be%2Beu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1431929805512269233.post-1816709935327425495</id><published>2011-08-13T09:08:00.000-07:00</published><updated>2011-12-08T09:00:06.034-08:00</updated><title type='text'>BACK TO THE 80’S EM GRANDE ESTILO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Essa só vale para quem tem mais de trinta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Imagine que você entrou em uma máquina do tempo e foi transportado para uma sala de cinema da sua adolescência. Melhor: imagine que você foi reencontrar com você naquele espaço altamente inflamável que é o período entre a infância e a adolescência. Melhor ainda: imagine que você foi cair em uma sala onde justamente estava passando o melhor filme da sua vida que você assistiu naquela época – e vale qualquer um da categoria “melhor filme” que você se lembrar... “Os Goonies”, “Conta Comigo”, “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida”, “Tudo por uma esmeralda”, “ET”, “O Retorno de Jedi”, “Caravana da Coragem”, “Alien, o 8º Passageiro” ou “Guerra nas Estrelas”...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Agora, imagine que Deus é um cara bacana, que não levou a sério o filme que o Mel Gibson fez sobre o filho dele, que adora cinema e resolveu te agraciar com o dom de fazer essa viagem no tempo com óculos especiais, e que o melhor filme da sua vida (qualquer um deles) você vai ter a oportunidade de rever como se ele fosse uma super-produção do Peter Jackson, do James Cameron, ou mesmo do velhos e bons Spielberg e George Lucas... ou do J.J. Abrams. Você consegue lembrar quando um filme parece conversar com você, que tem gente que te entende, você lembra do que é achar que o mundo podia acabar do lado de fora, porque a experiência daquelas horas na sala escura eram o que de mais importante havia, lembra, heim, heim?..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se você lembra, e se você consegue imaginar, então pare tudo agora e vá assistir “Super 8”, a super-produção dirigida por J.J. Abrams e produzida por Steven Spielberg que estreou ontem nos cinemas do Rio (12 de agosto). Dou minha cara a tapa se você não se deixar levar pelas aventuras de Joe Lamb e seus amigos, que podem ser resumidas da seguinte maneira: eles querem fazer um filme com uma câmera super 8, e descobrir o mistério que está por trás de um acidente de trem. Pronto. Não precisa mais que isso. De resto, cachorros que desaparecem e microondas que somem das casas, ao som de Lionel Richie e Blondie, dão o tom da história. Afinal, estamos no verão de 1979, quando tudo de ruim que acontecia nos EUA tinha quase sempre a mesma resposta: são os russos! É, eles também estão em “Super 8”...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Gilles Deleuze, o filósofo francês que pensou o cinema moderno de uma maneira que permanece insubstituível, explicou porque as crianças eram uma parte fundamental no cinema neo-realista italiano do imediato pós-guerra: elas não estavam naqueles filmes porque representavam o futuro, ou porque sinalizavam a geração que sofreria os impactos dos anos de destruição. Ou não estava lá apenas para isso: Deleuze dizia que no mundo dos adultos, somente as crianças conseguem ver e ouvir coisas que passam despercebidas a qualquer um de nós. A leitura do mundo das crianças é sensorial, e capta muito mais daquilo que está invisível no ar mas que é capaz de dar a conotação exata dos discursos e dos gestos. Ou seja, as crianças não estão lá para representar alguma coisa, mas sim para emprestar um quilate de realidade muito próprio delas. Um pouco daquilo que o cinema iraniano iria tentar reproduzir alguns anos depois: talvez apenas o olhar da criança consiga tirar alguma compreensão da velocidade e do fluxo contínuo do nosso cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As crianças de “Super 8” impressionam porque... elas são mesmo crianças. Elas não são pequenos mágicos britânicos, nem vampiros existencialistas americanos; elas também não encarnam pequenos super-heróis, nem estranhas mutações. São crianças como eu e você fomos um dia, ou que conhecemos um dia: a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bad girl&lt;/i&gt; que é uma gata, o gordinho falastrão, o medroso, o romântico, o inteligente e o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nerd&lt;/i&gt; viciado em efeitos especiais, (aliás, bons tempos quando o cinema comemorava os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nerd, &lt;/i&gt;e não os transformava em vítimas de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bullying&lt;/i&gt;); eles têm relações conflituosas com os pais, se apaixonam pela primeira vez e contam a história de uma amizade que tem a força daqueles tempos da vida em que não se tem muito interesse em jogo. “Super 8” não é o tipo do filme que se assiste em busca de boas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;performances&lt;/i&gt; do elenco, mas todos eles são ótimos. Eles são carismáticos e naturais, e parecem estar mesmo se divertindo muito com tudo aquilo. O parzinho romântico interpretado pelos protagonistas Ellen Fanning (tão boa quanto a irmã, Dakota) e Joel Courtney consegue imprimir aquela química torta e desengonçada de quem está com um pé na infância e outro na adolescência; quando um olhar vale mais do que um beijo. Estmos longe do cinema moderno, mas aqui ainda é possível vislumbrar um cinema que aponta que importa mesmo é saber olhar, descobrir, ter curiosidade pela vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Super 8” é uma comemoração do amor pelo cinema; por aquilo que ele é capaz de fazer e até onde pode nos fazer chegar. O que bombeia o coração da aventura do grupo de amigos é a necessidade de terminar o filme que começaram. Um filme que começou no roteiro escrito em um quarto de menino e que foi se modificando à medida em que era atravessado pela realidade. “Qualidade de produção!” vibra Charles, o gordinho diretor que disputa com Joe o amor da bela Alice, quando decide filmar uma cena do filme em meio à movimentação dos soldados das Forças Aéreas americanas que se instalam na pequena cidade de Lilian, onde se passa o filme, para investigar o misterioso acidente de trem. Neo-realismo puro: o cinema indo para as ruas para contar suas histórias a partir da realidade em que existe. Menos que mostrar o real, se trata de colocar o real a serviço de uma boa história.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1431929805512269233-1816709935327425495?l=espiritodacolmeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/feeds/1816709935327425495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/08/back-to-80s-em-grande-estilo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/1816709935327425495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/1816709935327425495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/08/back-to-80s-em-grande-estilo.html' title='BACK TO THE 80’S EM GRANDE ESTILO'/><author><name>Patricia Rebello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14679338017290305305</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-SoABj7BFzhI/TvuhoJKNnzI/AAAAAAAAAHE/Ls-uGSqMBs4/s220/catarina%2Be%2Beu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1431929805512269233.post-4619292666548886519</id><published>2011-02-18T06:16:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T08:59:05.480-08:00</updated><title type='text'>Postcards from heaven</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O título não tem nada a ver com o filme. Que, aliás, faz parte da coleção de filmes que eu (ainda) não assisti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Existe&amp;nbsp;um prazer estranho em assistir filmes "pelos olhos de outros". Sempre acabam transformando a minha própria experiência. Nunca deixei de assistir um filme (ou quase) por aquilo que os olhos dos outros me contaram. Mas já&amp;nbsp;deixei de frequentar alguns olhos por conta daquilo que os filmes me disseram, ou me fizeram ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O documentário cujo trailler está aí embaixo&amp;nbsp;se chama "The Queen&amp;nbsp;Has No Crown", de Tomer Heymann. Soube dele através do texto que Nelson Hoineff escreveu para o site dos Criticos (&lt;a href="http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=2141"&gt;http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=2141&lt;/a&gt;) em Berlim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Antes de assistir esse trailler, pense que ele&amp;nbsp;foi feito por um israelense;&amp;nbsp;pense que ele foi feito por um filho; feito por um irmão; pelo namorado de alguém. Pense que ele é um projeto autobiográfico, mas que&amp;nbsp;eleva o discurso da autobiografia para além do próprio umbigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu ainda não vi o filme. Mas&amp;nbsp;o que eu vislumbrei pelos olhos dos outros me fez parar para pensar sobre ele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É por essas e outras que eu devo a minha vida aos documentários: eles não apenas me salvaram de me perder de mim, como também me ajudaram a me encontrar em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-52a36bafeceedcba" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v21.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D52a36bafeceedcba%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4FE01F5106EC753A76373EEEFB4D1387D43F9CE2.49016018973F530FF348AB78C35DEFCB0E7D28D9%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D52a36bafeceedcba%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DE0ILNg--VnPvLN2Yz8PlT5Vg0J0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v21.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D52a36bafeceedcba%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4FE01F5106EC753A76373EEEFB4D1387D43F9CE2.49016018973F530FF348AB78C35DEFCB0E7D28D9%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D52a36bafeceedcba%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DE0ILNg--VnPvLN2Yz8PlT5Vg0J0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1431929805512269233-4619292666548886519?l=espiritodacolmeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/feeds/4619292666548886519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/postcards-from-heaven.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/4619292666548886519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/4619292666548886519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/postcards-from-heaven.html' title='Postcards from heaven'/><author><name>Patricia Rebello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14679338017290305305</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-SoABj7BFzhI/TvuhoJKNnzI/AAAAAAAAAHE/Ls-uGSqMBs4/s220/catarina%2Be%2Beu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1431929805512269233.post-7393334115987579353</id><published>2011-02-16T10:21:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T09:00:59.562-08:00</updated><title type='text'>Imagem: um dia você ainda vai ser uma</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Inaugurou ontem, no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, a exposição “Video Portraits” do artista multimidiático Robert Wilson. E se eu resolvi me meter a escrever sobre arte contemporânea, é menos porque acho que entendo alguma coisa, que pela vontade de pensar sobre uma conversa que vem se intensificando entre arte e cinema no que diz respeito à produção de imagens e formas narrativas. Em meio à cada vez mais intensa porosidade de fronteiras, diluição de limites e simbiose de processos, uma disputa acirrada é travada no perímetro onde estas duas formas intercedem: estaria o cinema contemporâneo sendo “inventado” nas galerias de arte, ou seria o caso do cinema estar importando para suas narrativas uma outra forma de percepção? A última edição da mostra de cinema de Tirandentes, que aconteceu em janeiro, não apenas reforçou a idéia do cinema como uma forma de experiência como também apontou a maneira como ele se relaciona, e discute, com outras formas de manifestação e representação de mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A obra de Bob Wilson em exposição no IMS oferece um bom momento para pensar essas questões. Nascido no Texas em 1941, foi a partir do começo dos anos 1960, quando se mudou para Nova York e estabeleceu contato com o grupinho do Chelsea Hotel de Andy Warhol, William Burroughs e Allen Ginsberg, que o menino de Wako enveredou de vez pelas artes. Coreógrafo, performer, pintor, escultor, vídeo-artista e designer de som e luz, seu trabalho cabe tanto em teatros quanto nas ruas e galerias. Se poderia arriscar para ele um rótulo de “multimídia”; mas isso implicaria sacrificar as redes de relações internas que constroem seu trabalho. Bob Wilson é menos multimeios porque sabe se adequar a diferentes meios, do que pela forma como consegue tornar visível o próprio movimento de simbiose entre os meios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I77BNK1Tnfg/TVwC_-ItvLI/AAAAAAAAADU/dcAkGyPwMCQ/s1600/brad+pitt.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-I77BNK1Tnfg/TVwC_-ItvLI/AAAAAAAAADU/dcAkGyPwMCQ/s320/brad+pitt.jpg" width="177" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;Brad Pitt&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na palestra que realizou ontem, por ocasião da abertura, o crítico de arte Rodrigo Naves apontou para um aspecto essencial no trabalho dos retratos de Wilson: a possibilidade de uma brecha entre nós e o mundo. Claro que isso não é novo: a arte pop, nos anos 1970, levantou a bola e o discurso sobre impossibilidade de experiência em um mundo onde tudo e todos são sempre mediados pela imagem. O pop, então, se pensou como uma proposta de experiência que incorporaria em sua arte essa “membrana”, seja na forma de silk-screen, plástico, vídeo, performance; novos suportes, cores e texturas. O problema, disse Naves, é que esse rumor longínquo de impossibilidade de contato com o real se materializou como uma constatação definitiva. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que há de mais interessante nos vídeoretratos de Bob Wilson, todos eles protagonizados por artistas consagrados, é que justamente eles não se contentam em pensar esse estado de coisas, mas em instalar uma experiência da observação a partir dele. Se apropriando de uma forma de arte – o auto-retrato – explorada intensamente pelo pop, Wilson proporciona uma compreensão maior sobre a arte contemporânea que se recusa a “resgatar” as personalidades de seus vídeos, e que ativa as potencialidades que estes sujeitos têm de ir para além de si. É como se cada um deles “brincasse” a partir de sua própria iconografia, desafiasse o observador a descobrir como ele pode se desviar, se dissociar e burlar sobre a própria imagem que lhe foi imputada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A duração dos vídeoretratos varia entre 2 minutos e 10 minutos. De cara, isso representa um desvio fundamental da forma como estamos habituados a consumir as imagens de Salma Hayek, Winona Rider e Isabelle Hupert, entre outros. Do teatro, Wilson trouxe uma percepção especial do tempo: à amplitude do gesto cênico que expande o corpo em busca de expressão, Wilson se apropria do minimalismo beckettiano e do gesto da espera. Do cinema, parte de citações e das próprias iconografias dos personagens, quase todos eles oriundos desse meio. Da música, sua colaboração com Philip Glass está presente na melodia cíclica e monocórdia que não sulinha, não enfatiza e nem acrescenta alguma coisa ao “quadro vivo”. É porque todas essas camadas de significados estão tanto sobrepostas quanto superpostas, que a leitura proposta por ele amplia, e nos faz repensar, nossa própria maneira de observação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De todas as instalações, duas que me tocaram foram o retrato da Princesa Caroline, de Monaco, e o da coruja da neve. Em um documentário sobre o artista, sobre a princesa, Wilson disse que a referência imediata foi&amp;nbsp;Grace Kelly.&amp;nbsp;Foi a partir de uma fotografia das mãos da futura rainha em uma cena de "Janela Indiscreta", de Alfred Hitchcok,&amp;nbsp;que ele&amp;nbsp;concebeu o retrato. Já&amp;nbsp;sobre a coruja neve, Wilson comentou que sempre lhe intrigou a imobilidade daquela figura parada durante a noite.&amp;nbsp;Fazer esse retrato talvez tenha sido uma maneira de experimentar a&amp;nbsp; imobilidade&amp;nbsp;como o próprio meio&amp;nbsp;da observação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas especulações... Segue pra voces um pouquinho de&amp;nbsp;Bob Wilson e sua criação para a princesa Caroline (em tempo, sobre o trabalho de Wilson, a bela princesa disse que talvez possa ser pensado como uma nova forma de pensar a "natureza morta"). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A exposição fica em cartaz até o dia 15 de maio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-2929c2011eda887f" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v11.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D2929c2011eda887f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D12E174604818B224C8596B76BA0B053220ABD286.1793DAB11CEA6EEEA5937717D30ABF179A3A7914%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D2929c2011eda887f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DdFQ5LFZDsqugnib9wHAGm0faLH8&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v11.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D2929c2011eda887f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D12E174604818B224C8596B76BA0B053220ABD286.1793DAB11CEA6EEEA5937717D30ABF179A3A7914%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D2929c2011eda887f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DdFQ5LFZDsqugnib9wHAGm0faLH8&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Obs: A imagem que&amp;nbsp;inspirou Bob Wilson foi essa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lcOLqk001Sw/TVz6PcWcMLI/AAAAAAAAADo/Vap-IcFbFHo/s1600/mao+grace+kelly.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="166" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-lcOLqk001Sw/TVz6PcWcMLI/AAAAAAAAADo/Vap-IcFbFHo/s200/mao+grace+kelly.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; 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Um dos&amp;nbsp;sítios que acreditam nisso é o site Criticos.com.br (&lt;a href="http://www.criticos.com.br/"&gt;http://www.criticos.com.br/&lt;/a&gt;) onde eu tenho a honra de figurar ao lado de águias do assunto como Carlos Alberto Mattos, Marcelo Janot, Luiz Fernando Gallego, Daniel&amp;nbsp;Shenker, Maria Silvia Camargo, Pedro Butcher e Nelson Hoineff.&lt;br /&gt;Diretamente de Berlin, onde rola um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, Nelsinho enviou para o críticos um comentário belíssimo sobre o mais recente filme de Wim Wenders: PINA, um documentário PARA Pina Bausch. A vida de uma das mais importantes bailarinas do mundo é reativada através da performance dos membros de sua companhia de dança. Bausch, conhecida especialmente pela forma como contava histórias enquanto dançava, tinha por hábito criar suas coreografias a partir da própria experiências dos bailarinos. &lt;br /&gt;Para além de dominar a linguagem do corpo, essencial para o exercício do ballet (quem já passou pela experiência que é assistir "Cisne Negro", de Darren Aronofsky, sabe bem o que é isso), Bausch foi uma das poucas bailarinas a compreender que não basta dominar a linguagem: é preciso ativá-la em causa própria. Para que a descoberta do conhecimento não se esgote em sua consciência, é preciso se deixar atravessar e retomar-se a partir de novas experiências. Senhoras e senhores... Pina Bausch.&lt;br /&gt;Não vejo a hora do documentário chegar por aqui. No meio tempo, fica o link para o belo texto do Nelsinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=2139"&gt;http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=2139&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o trailler do filme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a20d5809cb582038" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v19.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da20d5809cb582038%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1D3C19EBEC14F12EBE45DC2FDEBF8D5E787A36C5.4C3FA11FD9332609B64D1E4EC169735FE7E55D96%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da20d5809cb582038%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dy3pAPY7PvJxZof89sBjuCvZUG9Q&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v19.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da20d5809cb582038%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1D3C19EBEC14F12EBE45DC2FDEBF8D5E787A36C5.4C3FA11FD9332609B64D1E4EC169735FE7E55D96%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da20d5809cb582038%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dy3pAPY7PvJxZof89sBjuCvZUG9Q&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1431929805512269233-3802089585515204913?l=espiritodacolmeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/feeds/3802089585515204913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/luzes-da-ribalta-o-documentario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/3802089585515204913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/3802089585515204913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/luzes-da-ribalta-o-documentario.html' title='LUZES DA RIBALTA - O DOCUMENTÁRIO'/><author><name>Patricia Rebello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14679338017290305305</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-SoABj7BFzhI/TvuhoJKNnzI/AAAAAAAAAHE/Ls-uGSqMBs4/s220/catarina%2Be%2Beu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1431929805512269233.post-7387028730883195181</id><published>2011-02-11T07:43:00.001-08:00</published><updated>2011-02-11T07:43:52.666-08:00</updated><title type='text'>UMA APRESENTAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="text-align: justify;"&gt;Como um filho não planejado, esse blog começa hoje porque tinha que acontecer. Quanto mais eu pensava nas razões que me levavam a querer colocá-lo no mundo, mais eu acreditava na necessidade da maturação das idéias, da correspondência dos pensamentos, na ciência interminável da espera. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Ou, na ilusão interminável da espera. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Ele começa, então, menos sob o signo da urgência que do olhar distanciado sobre o meu próprio gesto de espera. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Tem um ditado antigo que diz que “quem espera sempre alcança”; mas acho que ele só vale em um mundo que funciona sob o regime cíclico das estações do ano, dos rituais místicos da tradição; onde o movimento é sempre uma retomada de si que impede as pessoas de se perderem delas próprias, e de tudo aquilo que elas já conhecem. Em um mundo estável e previsível, que não abre janelas para os rompantes de um tsunami, para a fúria de um ciclone, ou para as força destruidora das águas da chuva. E um mundo onde o dia tem &lt;u&gt;mesmo&lt;/u&gt; vinte e quatros horas, a semana sete dias e o ano trezentos e sessenta e cinco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Quem espera se atrasa para o compromisso inadiável com a experiência do instante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Por isso ele começou hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Eu sou a Patricia Rebello. Tenho 36 anos, sou doutoranda da Escola de Comunicação da UFRJ, e nesse exato momento escrevo uma tese que mergulha no cinema documentário da mesma maneira que se mergulha no interior da experiência limítrofe do instante. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Descobri num dia desses que não vivo sem o cinema. Mas quem me fez descobrir isso foi o documentário, e é por conta dele que decidi começar um blog. Por tudo aquilo que ele me deu e por tudo aquilo que ele me fez ver e experimentar, eu sou eternamente grata a essa forma de cinema que foi a primeira a me mostrar que a vida acontece, sim, nos limites da imaginação e do real; que a vida acontece, sim, nos limites. Ponto. E que a única coisa que tem de bom nela não é se decidir por um lado ou outro, pelo bom ou o mal, pelo certo ou errado, mas aprender a conviver, e viver, as duas possibilidades. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Escrevo sobre cinema. Ou pelo menos tento. Escrevo sobre cinema a partir daquilo que o cinema escreve em mim. Se essa premissa invalida, em princípio, a possibilidade de um olhar distanciado e isento de parcialidades – o que me tornaria uma crítica melhor, e uma melhor espectadora – foi na prosa “politicamente aconchegante” do historiador de arte francês Georges Didi-Huberman que compreendi que “para saber, é preciso tomar posição”. É apenas quando se posiciona em relação a algo que é possível dar conta daquilo que está ao redor, daquilo que está fora-de-campo mas que é determinante para a apreensão deste algo; daquilo que nos atravessa, que condiciona o nosso movimento e determina, sem nos darmos conta na maioria das vezes, a própria posição que escolhemos assumir. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Circulo vicioso e viciante, que nos obriga a retomar infindáveis vezes para a mesma sala, para os mesmos filmes, as mesmas cenas; para reencontrar em outras salas, filmes e cenas, o cinema se atravessando e se construindo. Paixão pelo cinema. Paixão por aquilo que o cinema faz conosco e para os lugares onde nos leva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Paixão, que não agüenta esperar e quer se consumir na própria existência. Por isso esse blog começou hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Prazer, eu sou a Patricia.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1431929805512269233-7387028730883195181?l=espiritodacolmeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/feeds/7387028730883195181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/uma-apresentacao_11.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/7387028730883195181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/7387028730883195181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/uma-apresentacao_11.html' title='UMA APRESENTAÇÃO'/><author><name>Patricia Rebello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14679338017290305305</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-SoABj7BFzhI/TvuhoJKNnzI/AAAAAAAAAHE/Ls-uGSqMBs4/s220/catarina%2Be%2Beu.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1431929805512269233.post-1117221730925902460</id><published>2011-02-11T07:41:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T07:41:36.282-08:00</updated><title type='text'>O NOME DO BLOG</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="text-align: justify;"&gt;Um blog de uma auto-declarada apaixonada por documentários ser encabeçado por um filme de ficção.... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Se em princípio isso parece um paradoxo, diz também de uma dialética saudável do cinema, que é a de ser habitado e construído tanto pela ficção quanto pelo documentário. Uma dialética que a cada ano aprofunda uma relação de simbiose, que intensifica e confirma a porosidade, e a permeabilidade entre esses dois campos. Escolhi chamar esse blog “Espírito da Colméia” porque ele parte de um sentimento que só o cinema foi capaz de despertar. E foi no momento em que a narrativa atravessou a tela e se instalou em mim que puder experimentar, na própria pele, o encontro fascinante entre os campos da imaginação e do real.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;O blog brotou em mim ao tempo em que revia um dos filmes mais bonitos que me encontrou. “O Espírito da Colméia”, de Victor Erice, uma produção de 1973 que se tornou um marco na cinematografia espanhola. Rodado pouco tempo antes da morte do general Franco, ditador que sitiou a Espanha por praticamente trinta anos e que está na origem de um dos mais sangrentos eventos da história do século XX, a Guerra Civil Espanhola, o filme se instalou no mundo – por sua temática e pela forma como a narrativa e a imagem se articulam para falar daqueles tempos – como um sussurro opressivo de uma geração oprimida e cerceada em sua liberdade de existir. E a opção de Erice por um “sussurro” no lugar de um “grito” faz toda a diferença. Em uma pequena comunidade na planície espanhola, por volta dos anos 1940, mergulhados “no que resta”, assombrados pelo vazio de sentido, pela perda da esperança e pela incapacidade de dar conta da experiência que se lhes atravessou, a família de Fernando e Tereza padece de um sentimento ao mesmo tempo intransponível e incontornável de fragmentação, ausência e incompreensão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Em 1936, no mesmo ano em que Franco deu o golpe de Estado, e os anos que produzem os personagens e as histórias de “Espírito da Colméia”, Walter Benjamin escreveu um texto chamado “O Narrador”. Nele, chamava atenção para um fenômeno que crescia no começo do século XX: o desaparecimento da arte de narrar. Estamos perdendo a faculdade de intercambiar experiências, escreveu Benjamin, porque estamos nos tornando mais pobres em experiências intercambiáveis, cada vez mais distantes de nós mesmos e isolados do próprio mundo. Foi no começo deste século que passamos a nos admirar à distância: as guerras começaram a ser feitas de longe, de dentro de trincheiras e afastada dos alvos; a economia começára a ser regulada pela especulação e pela inflação; as cidades cresciam e com elas as massas de funcionários anônimos. Esse doloroso sentimento de abandono e desorientação, que é pensado pelo cinema desde o “Homem com a Câmera”, de Dziga Vertov (1929), até “A Saída dos Operários da Fábrica”, de Harun Farocki (1995), está no centro de “Espírito da Colméia”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Se Fernando e Tereza personificam o isolamento produzido pela incapacidade de compartilhar suas impressões, Ana e Isabel, as duas pequenas filhas do casal, estão menos interessadas em entender o que se passa a sua volta, que em mergulhar essa mesma realidade em suas imaginações. Da mesma forma como Benjamin identificou a infância como o lugar da “diluição das categorias de sujeito e objeto”, Ana e Isabel, esquecidas pelos pais encerrados em suas próprias dores, procuram suas referências na identificação que encontram entre elas e as coisas a seu redor. E logo nos primeiro minutos, durante uma projeção do filme “Frankenstein” em um cinema improvisado em um armazém abandonado, compreendemos o grau de subjetividade desenvolvido por cada uma delas. Isabel “escolhe” se relacionar com o cinema a partir da constatação que tudo que acontece lá é falso. E porque existe a possibilidade do falso e das falsas histórias, Isabel desafia o desconhecido com a coragem ingênua que só as crianças têm. Ela não está em busca de respostas, mas de elementos que sirvam para que suas histórias possam ser desfiadas do tecido de sua capa. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;Ana, por outro lado, é incapaz de determinar onde termina a razão da tela e começa o sentimento do mundo. E o olhar de Ana, disse certa vez Erice, é carregado da angustia da incompreensão e da curiosidade muda da dúvida. Em uma entrevista na bela edição de “Espírito da Colméia” organizada pela Criterion Collection, Erice comenta que o personagem de Ana é a “fresta através da qual um aspecto documental do filme irrompe na ficção”. Dentre todas as cenas do filme, aquela que sintetiza tudo aquilo que ele quis fazer com o “Espírito” é essa:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-263712002da11fda" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v15.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D263712002da11fda%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D915BC02710509784964CD49886BE35ADEC03313.4990C6E009A978016FAC6C4562AC6990CCBE8455%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D263712002da11fda%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DEsdRZi1kL2rHQuoJHXx5kOlzUTQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v15.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D263712002da11fda%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1334555536%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D915BC02710509784964CD49886BE35ADEC03313.4990C6E009A978016FAC6C4562AC6990CCBE8455%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D263712002da11fda%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DEsdRZi1kL2rHQuoJHXx5kOlzUTQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="text-align: justify;"&gt;“Temo que esta dimensão documental do cinema – o encontro singular do cinema com seu espectador – se perdeu em grande medida, hoje. É uma perda, para mim, muito importante porque esse aspecto alimentou as melhores ficções: a capacidade que tem o cinema de registrar aquilo que floresce e se descobre à sua frente”. Na mesma entrevista da edição da Criterion, Erice comenta que esta foi a única cena, em todo filme, feita com a câmera na mão. Era essencial, para ele, registrar na criança frente ao cinema, o momento onde a duvida se instala. Em que o mundo de certezas onde Ana vivera até aquele instante entra em colapso. Mas diferente de Isabel, Ana não sabe o que fazer com esse sentimento. Da mesma forma que seus pais não encontram uma narrativa para preencher, ou dar conta, do vazio criado pela experiência da guerra, o mundo de Ana também é profundamente abalado pelo cinema. Ele instala em Ana a possibilidade da diferença e abre para ela uma infinidade de narrativas. Dar conta desse sentimento, mergulhar nas experiências que ele produz, esse é o desafio da pequena Ana. Se para sua irmã, a possibilidade do falso dá asas à imaginação, para Ana é mais uma questão de descobrir nos falsos e nas ilusões aquilo que preenche a vida. Dos cogumelos falsos até os falsos espíritos, que se encarnam nos fugitivos da guerra, a serenidade do olhar da criança se transforma ao mesmo tempo em cúmplice e narradora. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;É também o desafio que nós um tanto quanto buscamos e encontramos a cada filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Obrigada pela paciência, se você me acompanhou até aqui. Prometo que os próximos posts serão mais breves. Espero que essa “carta de apresentação” seja suficiente para saber se você vai voltar ou não. Eu espero que você volte. Como a Ana, eu acredito em fantasmas, nos espíritos e no cinema.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1431929805512269233-1117221730925902460?l=espiritodacolmeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/feeds/1117221730925902460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/o-nome-do-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/1117221730925902460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1431929805512269233/posts/default/1117221730925902460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritodacolmeia.blogspot.com/2011/02/o-nome-do-blog.html' title='O NOME DO BLOG'/><author><name>Patricia Rebello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14679338017290305305</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-SoABj7BFzhI/TvuhoJKNnzI/AAAAAAAAAHE/Ls-uGSqMBs4/s220/catarina%2Be%2Beu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
